Ante-sala
Helena Ortiz

A noite passa lenta e fluorescente
purgam feridas
sobre a cama metálica
equipada para gestos mínimos

o corpo é vasto para delírios
e flutua inflado
pelos limites do quarto
onde se esgota úmido
cada vez mais longe
da porta


Revista Poesia Sempre, Fundação Biblioteca Nacional, 2002 - RJ, Brasil